24.2.03

ATENÇÃO
O Hospital Amaral Carvalho, de Jau-SP, enviou ao site Hospitalar.com, de onde a informação tem se espalhado, um texto de divulgação contendo inúmeros erros, o principal deles o de que foi descoberta a cura da Osteogenesis Imperfecta. A ABOI contestou a notícia:
"Senhor Editor,
Em primeiro lugar gostaria de parabenizá-los pela publicação da matéria "Hospital Amaral Carvalho trata doença rara, a osteogenesis imperfecta". Gostaria, no entanto, de dizer, que a referida matéria contém algumas afirmações inverídicas que precisam ser corrigidas e esclarecidaas para não se passar à opinião pública, principalmente aos portadores de osteogenesis imperfecta, falsas esperanças. Em primeiro lugar é preciso deixar claro que a osteogenesis imperfecta, ao contrário do que afirma o texto, NÃO TEM CURA. O tratamento com pamidronato - o nome correto da droga, e não papidromato como diz o texto - que é feito desde 1992, a partir de uma pesquisa pioneira do Shriners Hospital for Children em Montreal, Canadá -, não significa em hipótese nenhuma a cura da patologia. Os resultados do tratamento - que é feito no Brasil em vários pacientes desde 1999 - são animadores, no sentido de melhorar a qualidade de vida dos portadores de osteogenesis imperfecta - diminuição da incidência de fraturas, aumento da densidade óssea, redução da dor e aumento da mobilidade - mas, repito, NÃO CURAM A OI. Nesse sentido, a afirmação do dr. Antonio Carlos de Camargo Andrade Filho, reproduzida no texto, de que após quatro doses do medicamento a criança volta a ter uma vida normal não é correta. Outra informação que precisa ser corrigida é a de que o pamidronato é aplicado uma vez por mês. Segundo o Protocolo de Montreal, que é a referência padrão para esse tratamento, a droga deve ser aplicada de 4 em cada 4 meses, em ciclos de 3 dias seguidos, na dosagem de uma miligrama de pamidronato por quilo do paciente,, diliuído em soro fisiológico em aplicação venosa lenta. Gostaria de informar que no Brasil existe desde 1999 a Associação Brasileira de Osteogenesis Imperfecta (ABOI), da qual sou um dos diretores, reunindo pacientes, familiares, médicos e profissionais de saúde e nos colocamos à disposição para quaisquer informações adicionais.
Atenciosamente
Moacyr Oliveira Filho
Diretor de Divulgação da ABOI
"

16.2.03

Informação da PEGAMEDICAL, indústria do Canadá que vai produzir as Hastes Telescópicas de Fassier:

"Com referência à aprovação da haste F-D, nós tivemos aprovação final recebida do FDA na última semana. Entretanto, lamento informo-lhes que infelizmente enviar para os E. U. [e outros países] não será possível nos próximos 60 dias. Mesmo sob argumentos de compaixão, há outros problemas que atrasarão a disponibilidade no mercado, tal como a cobertura do seguro de responsabilidade, que não estarão acertados até o fim de março ou começo de abril.

Nós também estamos incorporando ferramentas novas no jogo do instrumentos que facilitam a colocação correta da haste. Nós já provamos uma redução de 3 cortes na reoperação e na taxa de complicações, mas sabemos que ela pode ser melhorada otimizando a técnica cirúrgica.

Agradeço seu interesse no sistema telescópico F-D. Por favor, não hesite em contatar-nos se necessitar de mais informações.
Sinceramente,
"
Ariel R. Dujovne, Ing., M.Sc.
President and CEO
voice: (514) 322-8560 ext 241
Pega Medical Inc., Montreal, Canada
http://www.pegamedical.com

8.12.02

Ultrassom pulsado em baixa intensidade eficaz em fraturas de difícil consolidação
Em artigo publicado em Journal of Trauma, outubro de 2001, pesquisadores da Universidade de Amsterdam afirmam que ultrassom pulsado em baixa intensidade leva à consolidação eficaz da maioria das fraturas sem resultado por intervenção cirúrgica.
O estudo, liderado por Dr Peter A Nolte, avaliou a eficácia do ultrassom de baixa intensidade em 29 pacientes com fraturas sem consolidação estabelecida na tíbia, fêmur, rádio/ulna, escafóide, úmero, metatarso ou clavícula.

A não-consolidação foi definida como falta de união em 6 meses pós-fratura ou fratura sem cicatrização ou sem melhora na cicatrização por pelo menos 3 meses antes do início do tratamento com ultrassom. A linha de fratura deveria ser visível em pelos menos dois planos ortogonais.

O tratamento consistiu de 20 minutos de aplicação diária de ultrassom de baixa intensidade realizada em casa pelo paciente com aparelho portátil.

Das 29 fraturas avaliadas, 25 consolidaram em média de 22 semanas, com índice de cura de 86%. Na análise ajustada, tabagismo foi o único fator de risco que significativamente reduziu o índice de cura. Três dos quatro pacientes que não obtiveram resultado eram fumantes ativos, achado que confirma o efeito negativo do tabagismo na cicatrização óssea.

Em comentários à Reuters Health, Dr Note afirma que o ultrassom é um tratamento alternativo para pacientes sem consolidação que não podem ou não querem ser submetidos à cirurgia. Entretanto, o tratamento com ultrassom não corrige deformidades, não sendo indicado para pacientes com graves defeitos de união.

Em editorial ao artigo, Dr Bruce H. Ziran, da Universidade de Pittsburgh, comenta sobre a necessidade de estudos futuros, em maior número de pacientes mais homogêneos, o que poderá delinear as indicações e limitações do ultrassom em fraturas sem consolidação.

J Trauma 2001; 51:693-703